Lucio Falleiros

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As bandeiras ao penetrarem o solo goiano, deixaram pousos e fazendas à margem do caminho, expulsando os caiapós ou bugres, que dispersaram-se indo para o norte, oeste e sul do país.  Os que foram para o oeste invadiram parte do Mato Grosso, indo em direção de Piquiri, Taquari, Rio das Graças e São Lourenço.   Os do norte localizaram-se entre os rios Araguaia e o médio Xingu.
“Atualmente estão encurralados nas imediações dos rios Xingu, Tapajós e Tocantins
reagindo com seus guerreiros ao avançar dos homens civilizados que lhe tomavam as  terras e os contagiavam de doenças.” ( Do livro Nuporanga Minha Terra, de José Aleixo Irmão, edição 1975.)   
Os caiapós do Sul rumaram , em direção do Rio Grande, atravessando-o rumo ao  sul do país, chegando até Jundiaí e Mogi Mirim. Provavelmente Ana, a mãe índia de Siá Cardosa, tenha chegado em Mogi Mirim, no final do século XVIII com esses caiapós.  Vemos pois que no túmulo de Siá Cardosa, repousa um pouco da  história dos caiapós e muito da história da nossa região.
Quando o casal José Antônio Cardoso da Silva e Maria Cardoso partiu de Mogi Mirim, a cidade era tida como a boca do Sertão, abastecendo o mesmo com o sal, alimento indispensável à criação do gado. O casal foi parar na Fazenda Invernada, pertencente aos Junqueiras, desde 1815. Ali chegaram em torno de 1850, quando o seu proprietário era o famoso Capitão Chico.  Mais tarde o casal mudou-se para Nuporanga, cabeça de comarca, desde 1892, de um imenso município  entre o Rio Grande e seus dois afluentes:Sapucaí e Pardo.  José Antônio Cardoso da Silva faleceu em Nuporanga, no dia 9 de dezembro de 1895.

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