Lucio Falleiros

Familia Cardoso

1

E-mail Imprimir PDF

A P O N T A M E N T O S     S O B R E     A S      F A M Í L I A S

ESPÍNDOLA  -  MACHADO – CARDOSO - RODRIGUES 
E
DOS  CACIQUES:  TIBIRIÇÁ  E  PIQUEROBI 

PARA VOCÊS QUE SE INTERESSAREM PELO ASSUNTO
CORRIJAM, RETOQUEM, APERFEIÇOEM E COMPLETEM
O PRESENTE TRABALHO
SERÃO ENCONTRADOS ERROS, MAS EXISTIRÃO
INÚMEROS ACERTOS QUE PODERÃO SERVIR DE BASE
PARA FUTUROS PESQUISADORES.
Enviem para o endereço abaixo as correções; retoques e outras  considerações.            .

Lúcio de Oliveira Falleiros.
São Joaquim da Barra (SP)--- cep  14 600 000
Rua Goiás, 911
FONE --- 0XX(16)3818 2335   
E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

2

E-mail Imprimir PDF

F A M Í L I A     C A R D O S O     M A C H A D O

Esta história começa com o casal JOSÉ ANTÔNIO CARDOSO DA SILVA e MARIA CARDOSO DE JESUS (sinhá Cardosa).
Quem entra no cemitério de São Joaquim da Barra, a meio caminho da capela, do lado esquerdo, num túmulo cor de terra, onde há uma imagem do Sagrado Coração de Jesus, lê numa das páginas do livro nele esculpido : Maria Cardoso de Jesus , nascida a 18 de julho de 1824 e falecida a 3 de setembro de 1909.

Túmulo de Maria Cardoso de Jesus. ( Siá Cardosa )

Na outra página do mesmo livro lê-se o nome de seu neto Alcibíades Cardoso, nascido a 2 de setembro de 1883 e falecido a 25 de fevereiro de 1943.  Abaixo desse livro em uma placa metálica está o nome de Olésio de Freitas Malheiro, nascido a 10 de fevereiro de 1915 e falecido a 27 de junho de 1984, esposo de Luzia de Oliveira Falleiros Malheiro, tataraneta de Maria Cardoso de Jesus.

Ali jazem a filha, o bisneto e o esposo da pentaneta de uma índia caiapó.

Maria Cardoso de Jesus viera de Mogi Mirim, acompanhada de seu marido José Antônio Cardoso da Silva, lá pelos idos de 1850.        A história do nosso Sertão do Rio  Pardo, cruza com a dos índios caiapós, pois esses índios conhecidos também por índios bilreiros, passaram por esse sertão, quando foram escorraçados do Brasil Central, pela cupidez dos bandeirantes.

3

E-mail Imprimir PDF

As bandeiras ao penetrarem o solo goiano, deixaram pousos e fazendas à margem do caminho, expulsando os caiapós ou bugres, que dispersaram-se indo para o norte, oeste e sul do país.  Os que foram para o oeste invadiram parte do Mato Grosso, indo em direção de Piquiri, Taquari, Rio das Graças e São Lourenço.   Os do norte localizaram-se entre os rios Araguaia e o médio Xingu.
“Atualmente estão encurralados nas imediações dos rios Xingu, Tapajós e Tocantins
reagindo com seus guerreiros ao avançar dos homens civilizados que lhe tomavam as  terras e os contagiavam de doenças.” ( Do livro Nuporanga Minha Terra, de José Aleixo Irmão, edição 1975.)   
Os caiapós do Sul rumaram , em direção do Rio Grande, atravessando-o rumo ao  sul do país, chegando até Jundiaí e Mogi Mirim. Provavelmente Ana, a mãe índia de Siá Cardosa, tenha chegado em Mogi Mirim, no final do século XVIII com esses caiapós.  Vemos pois que no túmulo de Siá Cardosa, repousa um pouco da  história dos caiapós e muito da história da nossa região.
Quando o casal José Antônio Cardoso da Silva e Maria Cardoso partiu de Mogi Mirim, a cidade era tida como a boca do Sertão, abastecendo o mesmo com o sal, alimento indispensável à criação do gado. O casal foi parar na Fazenda Invernada, pertencente aos Junqueiras, desde 1815. Ali chegaram em torno de 1850, quando o seu proprietário era o famoso Capitão Chico.  Mais tarde o casal mudou-se para Nuporanga, cabeça de comarca, desde 1892, de um imenso município  entre o Rio Grande e seus dois afluentes:Sapucaí e Pardo.  José Antônio Cardoso da Silva faleceu em Nuporanga, no dia 9 de dezembro de 1895.

4

E-mail Imprimir PDF

“ Aos dez dias do mês de dezembro de mil oitocentos e noventa e cinco, compare-
ceu Elias de Paula Machado em presença das testemunhas abaixo declaradas que no dia de hoje às dez, digo no dia de hontem às doze horas da noite na fazenda Barrinha, faleceu José Antônio Cardoso da Silva , com a idade de 75 anos , natural de Mogi Mirim , casado com Maria Cardoso de Jesus  e deixou um filho de nome José.  O falecimento foi proveniente de úlceras no estômago e foi sepultado no cemitério dessa cidade, hoje às três horas da tarde.  Porque para constar fez este termo no qual assina-se:
Eu Francisco José da Cruz, escrevi.
Elias de Paula Machado. Camilo Lélis da Silva.
Sua esposa Maria Cardoso de Jesus nascida em 18/07/1824, em Mogi Mirim, faleceu em 03/09/1909, na Fazenda São José de propriedade de seu filho, como conseqüência de lesão cardíaca, morte atestada pelo médico dr. Gustavo Jardim.  Era filha de José de Toledo e Ana Toledo.    Siá Cardosa e seu marido trabalhavam na Fazenda Invernada como agregados, fazendo serviços caseiros. Ela tomava conta das escravas e ele dos escravos.  Todos os dias de manhã iam destrancar os negros e as negras, que dormiam em locais separados.
“ O Capitão Chico bem pouco morou na enorme e solidíssima casa que construíra  e que deixou para seus herdeiros. Gastou mais tempo em construí-la do que em habita-la. A casa de madeira que fora residência paterna , o chamado “ Sobradinho da Siá Cardosa”, como dependência da residência principal ainda está de pé.    Siá Cardosa já alquebrada pelos anos, ainda conheci em minha mocidade . Ela e o marido Zé Antônio Cardoso vieram de Mogi Mirim tentar a vida pelo sertão a dentro, indo parar na Invernada. Lá moravam como agregados  e prestando serviços caseiros. “ ( do livro Crônicas de Outrora do dr. Antônio de Almeida Prado .)

5

E-mail Imprimir PDF

Maria Cardoso, de Jesus, mãe do Major Cardoso.

Página 1 de 29

You are here: Livros Familia Cardoso