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F1- ANÉZIA AUGUSTA RODRIGUES, nasceu em 9 de janeiro de 1878 e faleceu em 28 de julho de 1912. Casou em 31 de outubro de 1895, com o capitão AUGUSTO LUIZ RODRIGUES.  Este nasceu em 6 de agosto de 1863 e faleceu em 5 de agosto de 1944.  Por ter sido escrivão interino, seu nome aparece em muitos documentos que passaram a ter grande valor histórico.  Inclusive foi em seu tabelionato que foi passada a escritura, lavrada em 30 de maio de 1898, de terras doadas por José Esteves de Lima e sua esposa Maria Teodora da Conceição, terras que iriam constituir o patrimônio da capela da futura cidade de São Joaquim. Indiscutivelmente o capitão Augusto Rodrigues
ao entrar na família Cardoso a enriqueceu pelos seus dotes morais e religiosos. Sua vida e sua morte foram um exemplo de civismo, fé e religiosidade. Segue pequeno trecho de um artigo publicado no “Monitor Diocesano” de Botucatu, de 12 de agosto de 1944, escrito logo após a sua morte.
“ Com essa frase repetida muitas vezes, com o maior fervor, agonizava a dois dias um venerando ancião devotíssimo de Nossa Senhora, que não sabia falar de sua boa mãe do céu a não ser com lágrimas nos olhos e com voz entrecortada. Faleceu à uma hora da tarde de 5 de agosto, véspera do dia em que completaria 81 anos de idade.”
Augusto Luiz Rodrigues nasceu em

Silveiras, residiu até a idade de 12 anos no sítio de seus pais: Alexandre Luiz Rodrigues  e Anna Maria Nunes. Com essa idade saiu do sítio de seu pai para internar-se no Colégio de Caraça, onde ficou durante  5 anos. Seguiu para o Rio em companhia dos padres Lazaristas. Com eles esteve lecionando as primeiras letras no Seminário do Rio Comprido, durante 5 anos.  Do Rio seguiu para Nuporanga ( naquele tempo Espírito Santo de Batatais ), onde residia sua mãe, e duas irmãs A Cândida lecionava em Nuporanga e a Maria Luiza em Morro Agudo. Foi nomeado escrivão de órfãos do termo do Espírito Santo de Batatais, no ano de 1891.  Criando-se a Comarca de Nuporanga, foi nomeado segundo tabelião de notas, escrivão do civil e demais anexos da nova Comarca. Ocupou esse cargo por 32 anos.  Casou-se em primeira núpcias com Rita Nobre de família de Morro Agudo, ela faleceu em Nuporanga. Teve desse casamento uma filha que morreu com tenra idade. Casou-se em segunda núpcias com Anézia Cardoso em 31 de dezembro de 1895. Em 1919 mudou-se para Orlândia.
Capitão Augusto e seu filho Padre Afonso